A que se deve
este momento “universal” onde, com exceção de onde ainda há o tribal, o mundo
passe a pensar e agir segundo certas características. Numa conexão de ciência,
filosofia, arte, tecnologia, moda e cultura em geral para a tendência deste
pensamento temporal, se partindo deste para os elementos, ou dos elementos para
o pensamento, esta correlação é evidente, mas a origem que deve em cada período
ter suas particularidades, chegamos a pós-modernidade e agora nos importa
decifrar este código de transição.
Vou
dar uma abertura agora a religião, que permeia corriqueiramente este estudo,
mas aqui atento a outra característica da ligação dos humanos com Deus. Se a única
regra para a salvação é a fé, as mudanças das eras envolvem julgamentos que ao
se infiltrarem às mentalidades das pessoas de qualquer época, evocam nelas
outros atributos que são interfaces de julgamento não Universal, mas temporal e
outras que são espaciais, fazendo juízo por fazer sentido àqueles em
determinado tempo e lugar, porém, a religião, ou as religiões, quando todas
elas criadas pelas criaturas, para se valerem como reais e terem credibilidade,
devem ser estáticas, sendo estáticas perdem completamente o valor quando o novo
pensamento surge na historia da humanidade.
Aqueles
que pretendem ainda hoje estarem filiados a qualquer uma que leve algum nome,
tende a ser irrelevante no pensamento pós-moderno, onde restrições e regras de
fé suspeitas tendem a serem deixadas de lado; o grande veiculo para isso é a
informação e a utilidade agregada a este meio que deve atrelar verdade na
funcionalidade. Quando as religiões trazem símbolos e objetos sem valor
realmente espiritual, já não importa ao pós-moderno. Geralmente os símbolos religiosos
são criados a partir do natural, da visão humana que tenta transcender, mas não
consegue. Até meados do século XX estes símbolos eram aceitos como que pela
necessidade que havia até então de aceitá-los, agora, porém, já não há esta necessidade,
pois o mundo fornece tudo de forma tão ativa e eficaz que a religião habita no
novo pensar como a saída, como o descanso, como a ausência, onde o individuo se
chega ao seu Deus com os símbolos que apenas significam esta transcendência,
apenas com o que significa e dá valor a conexão do ser embrenhado a matéria,
parte do cosmo, com seu entender metafísico, mesmo que isto não seja claro, e
nem creio que deva ser, pois a religião nunca foi clara.
Diego Marcell
04-06-11