28.1.14

O novo lugar dos religiosos no novo pensamento social


Os religiosos, até agora, tem buscado entender a natureza; mas o que importa não é entender, mas transformar. (Rubem Alves)

            O pensamento religioso se fará cada vez menos respeitoso se ele continuar com esta mentalidade que julga pela crença, pelo metafísico o físico, quando qualquer juizado deve estar no âmbito do pratico, do real, do coerente. O que seria correto numa analise simplesmente superficial e utópica, de que os religiosos teriam em si a verdade pratica através de certa iluminação para aplicá-la na sociedade, sendo assim em culturas antigas acrescida por profetas e sacerdotes, porém numa cultura multifacetada pela globalização e pela renovação do pensamento universal, onde religiosos se colocam a parte, como que em santuários estáticos em um mundo em movimento, isto já não funciona, pois os mesmos não conseguem identificação com a massa e já não acompanham a plurificação da “nova verdade”, em breve estes religiosos serão considerados os esclerosados, sendo afastados cada vez mais do meio, ficando restritos a um hospício virtual onde o que se faz e o que se diz é considerado “respeitosamente” síndrome de uma doença, de demência, e sujeitos a sofrerem maus tratos de partes mais radicais e menos sociáveis da humanidade, sendo que estes numa avaliação geral, não ficariam muito distantes daqueles que são “zombados”, zombados e zombadores que em pouco tempo acabariam por dividir o mesmo quarto branco numa sociedade cada vez mais rígida em assuntos antigos e mais aberta ao pluralismo da novidade, sem necessariamente ter capacidade de julgar as qualidades envoltas nas pautas da moda.
            O que antropólogos, sociólogos, teólogos e filósofos devem fazer é esta ponte coerente dentro da civilização que jamais na historia pode se segurar por sua própria vontade, por ser a mesma, corruptível.
            Para ser ouvido e aceito sem ser opositor, estes instrumentos da intelectualidade devem trazer em si, realmente, a verdade, a coerência, estes dois fatores trazem em seus argumentos força suficiente para gerar reflexão naqueles que possuem ideologias infundadas, ou em fundamentalistas e radicais de qualquer movimento que aí se encontra ou que venha a surgir. Se os pensadores, porém, querendo fácil aceitação ou por se identificarem exageradamente com algumas destas causas, os mesmos estarão negando seus papeis e matando suas funções em nome da irracionalidade; prejudicando a sociedade e envergonhando a classe.
            A religião ao mesmo tempo que sua forma generalizada adentrou o homem/mulher pós-moderno, os religiosos estagnaram, foi isto que aconteceu na transição da idade média para a moderna e volta a acontecer pela falta de leitura destes dos símbolos atuais, é preciso continuar pensando com o pensamento da Era, é preciso continuar criando, enquanto há inovação a ser feita que é enquanto houver novas formas de pensar.

Diego Marcell

11-05-11

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