Não sou nenhum apóstolo que pretende
dar instrução a um discípulo, sou apenas um escolhido dentre tantos para algo
que não compreendo.
Esta carta passa longe de ser um
contrato de compra, como insinuaram alguns. Não possuo cacife para comprar nem
um animal, que dirá um ser humano. Se algo eu fiz foi por ser um tolo que
acredita nos homens, ou talvez acreditasse, nestes últimos dias na cidade está
cada vez mais difícil acreditar ou dar um mínimo valor para alguém desta espécie.
Apesar de toda linha do respeito ter
acabado quando você preferiu ver o Big Brother em lugar da nossa conversa que
eu julgava vital para você e sua família e ter sepultado o respeito a mim e a
Raquel quando declarou nossas palavras como “fiadas”, mesmo assim sinto grande
carinho por você, como meu irmão que acredito(tava) ser e por uma amizade que
da minha parte sempre existiu.
Hoje tenho a impressão de conhecê-los
muitíssimo pouco e que sinais dúbios cercam suas atitudes, talvez eu tenha sido
enganado todo este tempo e o caráter apresentado não seja o verdadeiro.
Como nossas histórias na igreja
foram quase simultâneas e parecidas em vários aspectos, pensei ser um bom
exemplo para aquela situação, mas sua casca, sua opção por se fechar é um dos
aspectos que deixam claro a longitude que o deixa do chamado.
Eu gostaria de ser o maior
incentivador do seu ministério no pastorado, mas não posso arriscar num homem
extremamente despreparado emocionalmente e socialmente.
Não pense que estas são palavras
duras ou irritadas, biblicamente analisadas, você mesmo sabe, como já citou em ocasiões,
são palavras de amor.
Amor e realismo que há muito que
mudar e optar se queres seguir o caminho do Senhor e isto inclui aqueles que o
cercam.
Hoje durmo mais triste, mas mais
esperto, mais realista quanto a vida, continuar a crer que aquele que um dia
conheceu a Jesus verdadeiramente jamais sai do seu caminho, só tenho duvidas
quanto aos meios e maneiras que isto se dá e em quem se dá.
O outro é sempre um mistério, só a
Deus pertence a verdade de cada um, mas sonho ainda e oro pela sua vitoria na
vida, tendo Deus como o grande amigo que conduz a vontade através de ações paralelas
e indiferentes a nossa vontade, que é falha mesmo quando dizemos com arrogância
que é a vontade de Deus.
Que nunca nada seja maior que Aquele
que morreu por nós, que o nosso sentimento diminua e a nossa pobreza espiritual
cresça para Jesus tomar conta. Que as nossas opções daqui para frente sejam
mais acertadas por atitudes positivas que por sentimentos da nossa própria concepção,
pois na palavra diz que a caminhos que para o homem parecem certos, mas não o são
para Deus.
Diego
Marcell
22-2-2011