24.5.12

Carta aberta a um amigo




            Não sou nenhum apóstolo que pretende dar instrução a um discípulo, sou apenas um escolhido dentre tantos para algo que não compreendo.
            Esta carta passa longe de ser um contrato de compra, como insinuaram alguns. Não possuo cacife para comprar nem um animal, que dirá um ser humano. Se algo eu fiz foi por ser um tolo que acredita nos homens, ou talvez acreditasse, nestes últimos dias na cidade está cada vez mais difícil acreditar ou dar um mínimo valor para alguém desta espécie.
            Apesar de toda linha do respeito ter acabado quando você preferiu ver o Big Brother em lugar da nossa conversa que eu julgava vital para você e sua família e ter sepultado o respeito a mim e a Raquel quando declarou nossas palavras como “fiadas”, mesmo assim sinto grande carinho por você, como meu irmão que acredito(tava) ser e por uma amizade que da minha parte sempre existiu.
            Hoje tenho a impressão de conhecê-los muitíssimo pouco e que sinais dúbios cercam suas atitudes, talvez eu tenha sido enganado todo este tempo e o caráter apresentado não seja o verdadeiro.
            Como nossas histórias na igreja foram quase simultâneas e parecidas em vários aspectos, pensei ser um bom exemplo para aquela situação, mas sua casca, sua opção por se fechar é um dos aspectos que deixam claro a longitude que o deixa do chamado.
            Eu gostaria de ser o maior incentivador do seu ministério no pastorado, mas não posso arriscar num homem extremamente despreparado emocionalmente e socialmente.
            Não pense que estas são palavras duras ou irritadas, biblicamente analisadas, você mesmo sabe, como já citou em ocasiões, são palavras de amor.
            Amor e realismo que há muito que mudar e optar se queres seguir o caminho do Senhor e isto inclui aqueles que o cercam.
            Hoje durmo mais triste, mas mais esperto, mais realista quanto a vida, continuar a crer que aquele que um dia conheceu a Jesus verdadeiramente jamais sai do seu caminho, só tenho duvidas quanto aos meios e maneiras que isto se dá e em quem se dá.
            O outro é sempre um mistério, só a Deus pertence a verdade de cada um, mas sonho ainda e oro pela sua vitoria na vida, tendo Deus como o grande amigo que conduz a vontade através de ações paralelas e indiferentes a nossa vontade, que é falha mesmo quando dizemos com arrogância que é  a vontade de Deus.
            Que nunca nada seja maior que Aquele que morreu por nós, que o nosso sentimento diminua e a nossa pobreza espiritual cresça para Jesus tomar conta. Que as nossas opções daqui para frente sejam mais acertadas por atitudes positivas que por sentimentos da nossa própria concepção, pois na palavra diz que a caminhos que para o homem parecem certos, mas não o são para Deus.

Diego Marcell
22-2-2011

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