3.10.17



Galera, preciso confessar, não consigo julgar as pessoas que gosto. Ou seja, não posso confiar isenção com relação a juízos com estes. Mas parece que o mesmo não ocorre com outras pessoas, ou melhor, então apresenta-se que certas pessoas no fundo não gostam de mim (seria isso?). O que pode ser algo muito normal, mas o problema é que estas são pessoas que gosto, e quando me sinto julgado de forma negativa por pessoas que jamais julgaria, aí dói. Se meus amigos estão loucos, fazendo as maiores cagadas, ou até dando umas opiniões bizarras, eu me isento de qualquer julgamento, mais porque minha disposição ao afeto me impede de querer proibir alguém de algo, se não parece certo, não parece a quem? A mim? Não, deixo que cada um tenha sua liberdade de agir. Porém nos últimos dias tive duas experiências onde minhas atitudes foram recriminadas por terceiros que nem tinham ligação direta com os atos e isso se mostra vil. Vindo daqueles que supostamente lutam por um “bem” (e o que seria isso), fazem na verdade é gerar a amargura, a decadência das relações. Então eles julgam que eu não tenho sanidade para reagir em certos casos? Que minhas reações deveriam ser brandas como a passividade de uma vida heterônoma? Desculpe meus caros, foda-se seus juízos rasos de senso comum dos blogs ideológicos, foda-se seus empirismos baratos, foda-se seus recalques. Aprendam mais a ouvir e a entender os mundos alheios que a julgar a partir das suas percepções descontextualizadas. Eu não preciso dos juízes, assim como não preciso dos moralistas da ultima hora. E se esta é a condição para uma relação, quero dizer que não preciso da amizade dos fariseus, assim como Jesus, prefiro os tortos, os imperfeitos, os sujos, porque no mesmo barco não podemos julgar quando há tempestade, é apenas a natureza agindo.

Diego Marcell
01 de outubro de 2017

Nenhum comentário:

Postar um comentário