Galera, preciso confessar, não consigo julgar as pessoas que
gosto. Ou seja, não posso confiar isenção com relação a juízos com estes. Mas
parece que o mesmo não ocorre com outras pessoas, ou melhor, então apresenta-se
que certas pessoas no fundo não gostam de mim (seria isso?). O que pode ser
algo muito normal, mas o problema é que estas são pessoas que gosto, e quando
me sinto julgado de forma negativa por pessoas que jamais julgaria, aí dói. Se
meus amigos estão loucos, fazendo as maiores cagadas, ou até dando umas
opiniões bizarras, eu me isento de qualquer julgamento, mais porque minha
disposição ao afeto me impede de querer proibir alguém de algo, se não parece
certo, não parece a quem? A mim? Não, deixo que cada um tenha sua liberdade de
agir. Porém nos últimos dias tive duas experiências onde minhas atitudes foram
recriminadas por terceiros que nem tinham ligação direta com os atos e isso se
mostra vil. Vindo daqueles que supostamente lutam por um “bem” (e o que seria
isso), fazem na verdade é gerar a amargura, a decadência das relações. Então
eles julgam que eu não tenho sanidade para reagir em certos casos? Que minhas
reações deveriam ser brandas como a passividade de uma vida heterônoma? Desculpe
meus caros, foda-se seus juízos rasos de senso comum dos blogs ideológicos,
foda-se seus empirismos baratos, foda-se seus recalques. Aprendam mais a ouvir
e a entender os mundos alheios que a julgar a partir das suas percepções
descontextualizadas. Eu não preciso dos juízes, assim como não preciso dos
moralistas da ultima hora. E se esta é a condição para uma relação, quero dizer
que não preciso da amizade dos fariseus, assim como Jesus, prefiro os tortos,
os imperfeitos, os sujos, porque no mesmo barco não podemos julgar quando há
tempestade, é apenas a natureza agindo.
Diego Marcell
01 de outubro de 2017
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