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20.5.12

Biografia



A minha biografia
Se baseia no meu
Pensamento, daria um
Ótimo livro, uma
Biografia virtual, estética e
Poética; deveria ser um
Livro de desenhos, uma
Mescla de imagem em
Movimentos, palavras,
Pinturas
Coloridas estáticas e
Em movimentos; eu
Sentado na cadeira passo
Por espasmos, pouco
Perceptíveis aparentemente,
Mas que na biografia
Fariam pulsar o
Leitor em viagens
Alucinógenas.

Diego Marcell
19-12-2009

17.5.12

Brilho: arte incidental ou arte de momento



Palavras cantadas, estabelecidas em notas, rimas;
Apesar da complexidade do ato, é uma norma,
Uma limitação que apreende num formato;
Tudo bem, talvez para o formato, mas (e) para
O ato (em si)? O momento, o grito; não seja
Melhor o berro, o improviso, o texto
Que o momento pede? E a musica não
Seja uma sinfonia pós-moderna
Em forma de barulho? Sensorial,
Notas soltas, sem ordem, e ou,
Repetidas ao acaso.

Isso vale para todas as artes,
Que não se prendem a formatos,
Transcendem a arte, apenas arte, para
Se tornar algo maior, a mescla
De arte e realidade,
Arte e vida, arte de momento,
O instante, o acaso, é fotografar o
Cotidiano e expor na galeria
A mágica natural do dia.
Talvez por isso o documentário
E principalmente sem narração, seja
O mais cinema, além de ser o primeiro,
Agora mais do que nunca,
Seus valores, revelem o ultimo.

O drible que além de ser
A dança mais breve,
Também se torna artes plásticas,
Onde tem o criador e os personagens
Incidentais. O mais estranho
É o jogo em silencio, pois a voz
Faz parte da criação, nem que
Seja por pura irreverência.
Nesse tipo de ambiente, a
Torcida jamais será publico,
Ela é parte conjunta da obra
E sua criação é tão ampla
E livre que vai do movimento corporal,
Sonoro, até interferência física (causando), mudança no espaço
Que inicialmente, ou por direito só deve acontecer
Pelos integrantes internos do ambiente.

O plástico é o além da forma, o plástico é o estético
Do subconsciente, é o movimento além do simples
Mover (não), é a ação do estático, é o estático da
Ação, porém dependendo do teu estado, pode sim
A ação do estático.

Diego Marcell
31-10-2007

11.5.12

Pré-escolinha da vida

Qualquer dia eu vou à faculdade
Rever quem me esqueceu
Urinar na pia do banheiro
Banho só de chuva
Nunca secar o cabelo
Tênis sem meia
Pé cheio de areia
Fome pelas três
Duas e pouco da madruga
A viagem foi pouca
Um filme é remédio pra dormir
Inventar meu português
Mas não quero dar aulas
Ninguém deveria ter aula
Nossa cabeça nunca devia se formar
Tirar canudo
Nem primário, nem pós
Repetiria todo ano
Pois nunca se aprende o que tentaram ensinar!

Diego Marcell
02-09-2005

12.10.11

Fome (necessária ou não)

A fome come
Meu abdômen
Como sou carne
E não homem

Como sou terra
E não país
O homem me come
Desde a raiz

Como sou homem
E não gente
O homem come
A minha mente

Como sou mente
E não presidente
O presidente come
A nossa gente

Diego Marcell 07-09-2006

8.10.11

Passado alguns dias

Para mim o passado não existe
Se esfarela num chão liquido
Evapora no vento dos dias
Dias regeneram a célula da vida
E deixa a cicatriz da lembrança
Fragmentada em uma parede
Parede pintada em camadas
Me contando só a partir daí
O que eu quiser
Para ser e durar
Vou me manter vivo
Levando o presente para sempre
E o passado esquecer
Pro futuro não reclamar.

(Diego Marcell, sentimento próprio, dedicado ao amigo Israel, que está de volta as terras do sul, Mafra – SC 19 de abril de 06)

7.10.11

Para Alex viajão

O dinheiro alonga o mundo,
Com sua desenvoltura pessimista;
Encurta os oceanos
Com rios e contas no banco.
Se o Havaí é ali
O Haiti e o escambal...
A Espanha fica a um palmo
Do morro Almodóvar do Vidigal.
A nado se move um bocado,
A salto se dorme uns dias,
A capital se diz "oi" e "tchau"
Na mesma freqüência.
A Espanha é ali,
Mas o ano passa nessa virulência,
Deixando ainda mais necessário
Não ter distância!

Nessa era globalizada, o mundo é um lugar só!

Diego Marcell 10-2006

6.10.11

Em períodos de trem

O trem passou pelas cobertas de lama
E a grama na boca
Se espalha no vento
No impulso febril
De carne vermelha
De músculo na panela de pressão
África jovem
Passa o trem e te visito
A cada apito em cidade feia
A cada avião um oceano nevoeiro
Cada sentimento minha lágrima chora sozinha
No canto do teu gesto
Me maltrata
Você não se entende
E me contraria tentando acertar
Piora ao achar soluções
É veneno, não esterco
O trem ainda passa.

Diego Marcell 12/11/06

Cerola

É com c
Cerola
Tenho que aprender
A escrever
Reggae
Sonho hippie
Nada de praia
De sair por aí
Luau e areia?
Tudo e amanhã?
Quando vai ser?
É com c
Cerola
Nem jogamo bola
Nem fugimos pela orla
Catar tatuíra?
É com c
Cerola

GUGAMARCOSALEXLIGI

Diego Marcell 2006

NO PRÓXIMO NATAL

mãos quentes
futebol no rádio
o sangue desce
veias dilatadas ardem
a reportagem que não se ouve
o chiado da televisão agora substituído
pelo deslocamento sonoro

encha o corpo de café
embrulhe o almoço no nervo
que frita a razão depois do racismo
acabe com seus "próximos" distantes parentes
no natal que vem, eu estarei no imaginário material
para queimar o material imaginário.

Diego Marcell (2005)

O amor

Eu nem derramaria sobras de tentativas para infectar
Nem amarraria o passado para não vê-la chorar
Só quero me livrar dos pacientes
Que o fim de semana seja nosso
Ou que as outras noites não precisem ser chatas
Não adianta ter você sem você na madrugada
Te quero 24 horas e te falar agora
Sem precisar relembrar no outro dia e ainda esquecer
Das desculpas de qualquer coisa
Dos pedidos de outra coisa
Do dizer em forma de fazer “eu te amo”
Que é muito melhor
E ele tem sentido real
Porque só realmente agente sente
Eu amo de longe, pelo telefone
Mas te amo comigo
De todos os modos e sem modos
Todos os momentos e até nesses momentos
Longe, só , saudade e viagem
Te esperarei na porta de um cinema
De uma igreja
De um país
Te esperarei “up” , nunca mais te deixarei infeliz
Te acompanharei nas guerras , fome , crises, desertos
Porque no fim sempre há explicação para um final feliz
Mesmo que ninguém entenda
Sempre há para tudo.
O amor.

Diego Marcell 2006

Onde?

Em que livraria acho um Neruda, um Wally Salomão ?
Em que bate-papo vão descobrir Nelson Rodrigues ou Lobão ?
Em que cinema verei Glauber Rocha inspirando e iluminando o escuro do nosso porão?

Diego Marcell 11/2006

Paixão

Meus passos na cidade
Nessa madrugada a saudade
Do que ainda não veio
De um certo sorriso que nunca vai me deixar
Até o samba que um dia eu tentei
Sempre sai no encontro de nossas mãos
Meus pensamentos numa musica
Se perdem antes do refrão
Mas é bom, um pouco misto
De você, de noite, de musica
De filmes que estou interpretando
Para que todos nossos momentos sejam lindos.

( Diego Marcell, em especial para uma pessoa especial . 2006)




comentários:
Raquel Aline disse...
e como são imprescindíveis poesias e poetas no dia a dia de um casal... na monotonia dos dias é isto quem transforma a prosa em poesia, um ruido em melodia!
volta tempo? Não, reaprendamos a amar com o passar do tempo!
15 de junho de 2011 21:11

Soom past drugs

Um dia eu vou ficar louco
e quebrar o silêncio
com fragmentos de verdade
te fazendo cair no mar
e se afogar no marasmo da ignorância
que foi amarrado como pedra no tornozelo
dês do dia que se despediu da placenta.

2006 Diego Marcell

4.10.11

Retalhos digitais

Quando o vazio rondar a minha gaveta, estarei feliz pela colheita! 10/05/06 23:24
Pessoas no fim dos tempos são pessoas com entretenimentos! 25/12/06
A chuva para alguém ultrapassado é uma dádiva, um refugio, uma saída. 01/02/07
Som super suave
parece a brisa lá de fora,
mas também tem o grave
faz mexer faz pensar, a cabeça quer transbordar
de tanto sol em sua taça
o corpo na rede balança
de tempo em tempo algo acontece,
mas na caminhada permanece a dança. 24/11/07 14:35
A estrada que segue até encontrar uma vírgula para parar eu poderia continuar, mas deixarei as reticências... 26/04/09 16:34
Num bar
numa noite
ouvindo sons eletrônicos
robôs amantes. 30/08/09 13:52
Que cor
que luz
que beleza
futuro e nostalgia
correndo nas veias. 30/08/09 14:04
Eu sempre busquei o que era mistério para mim. 02/09/09
A luz da janela
numa tarde/manhã
banha as fotos
que desbotam
de tanta flor de luz. 10/09/09 20:14
Quando o verde e azul fazem vanguarda. 20/09/09 12:31
Um dia vou fazer um grande poema de retalhos digitais. 20/09/09 12:32
No tempo cronos nos perdemos,
mas algo maior que a contagem matemática nos espera. 04/10/09 14:43
Nunca se sabe quando podemos trocar as informações arquitetônicas e urbanísticas que eu adoro em um âmbito estratosférico que é o artístico e filosófico da vida. 12/10/09 15:32
Quase um poema concreto
quase abstrato
talvez seja só um retrato
do sentimento de alguém. 21/10/09 15:50
E o amor se esfria como a brasa que dorme no sereno
e tudo se torna banal
e é levado pelo vento. 06/02/10 15:26
Eu sempre acreditei em tudo, não em tudo que me falavam, mas em todas as possibilidades. 23/08/10
O gênio não usa de sabedoria.
Se ele choca, é porque usa de verdade.
Às vezes a sabedoria omite a verdade,
o que a deixa com aspecto subjetivo,
deixando de ser valorosa como sábia.06-10-10
Ando meio sem tempo. Quase um sobre-tempo. 20/10/10
Antes eu era um protótipo, agora sou um mané, tomara que amanhã eu seja alguém. 09-06-11

Diego Marcell

Sem motivo, sem fim

Para um ambiente
Inventar razões
Começo por ti
Ao que ler
Poderia acabar
E decidir mudar
Mas quis assim
Com forma
Meio sem sabor
Mas assim
De qualquer forma
Sem fim
Só retórica
Não basta
Por isso não tem fim.

Diego Marcell 17-08-09

Menininha

Hoje eu quero ter a minha menininha
Ela não sente minhas lágrimas
Que pingam em seu coração
Quero tê-la no meu filme para sempre
E não quero musicas tristes de amor, que logo se vão.

Não é por pena a sociedade
Mas eu descobri o amor
Em uma vivência a dois
Dois estranhos
Que hoje são um

Eu deixo de querer entender as coisas
E a beleza do passado envelheceu
Meu pranto é querer-te ao meu lado
Quando estou só
É querer não te ouvir
Mas te sentir

Porque em todas as minhas cartas
Eu não me descubro
Eu acho que apenas me iludo
Pois eu não sei o motivo porque me machuco

Amar-te é meu alívio
Sempre que eu me esquecer
Me desmonte
Me prove o contrário
Me lembre de uma novidade
Me trate bem
Me faça te querer mais do que nunca quis antes
Quando eu não estiver em mim
Não saia de si
Para que eu não fique vazio
E nem você.
Eu te amo
Menina que Deus me deu.

Diego Marcell 09-10-08

A grandeza do homem

Eu vejo a fraqueza do ser humano
O rico na sua falência,
O forte na sua doença;
É tão triste
O seu silencio
A depressão destrói o mais sábio,
O mais forte,
O mais rico.
Os homens do mundo em seus sonhos quebrados
Inimigos do tempo e da lei
Buscam alento
E se perdem nos labirintos criados por eles.
É tão triste
Falar-lhes e não ouvem
Mostrar, mas não querem ver;
Estão certos, em seus abismos
Deslizam controlando seu descontrole
Até saírem de si.
É tão triste ver
Que suas fortalezas desabaram
Pareciam tão sólidas
No meio do concreto; moeda, sexo, diploma e respaldo
E agora os encontre no meio do pó! Não da para vasculhar!
Todos aqueles que riam e bebiam nas festas, estão agora como cachorro sem dono,
Com olhar perdido,
Até sinto vontade de jogar-lhes migalhas,
Mas de minha boca não saem palavras que sirvam para alguma coisa
Nem isso, nem aquilo;
Pois não falarei palavras minhas
Nem ditas por homem nenhum,
Porque também as minhas palavras
Não passam de pó.

Eu só queria
Puxar-lhes a alma
E salvá-los.
Mas não existem escolhas coletivas.

Diego Marcell 01-10-08

26.9.11

Poema do mochileiro

É sempre bom luau, violão e a areia da praia, é maravilhoso conhecer pessoas de todos os tipos e compartilhar algo bom.

Hoje o mar está de um jeito especial,
E a infinidade do céu me remete ao Criador;
Sem a hipocrisia das filosofias do homem
Eu lembro os ensinamentos do Mestre;
A gratidão pela perfeição dos Seus gestos,
Tanto físicos
Como atemporais.
Um tubo é o movimento da natureza,
Que Alguém criou, não por acaso.
Seus propósitos e o Seu mover;
O Espírito criativo que faz acontecer
Santo é o Ser
Daquele que há em mim.
A estrada que Ele faz,
Eu não vejo o fim.
Mas sigo reto e confiante
Pela fé eu vivo o novo
Pois sou descobridor e viajante da palavra viva
Que me coordena o pouso
Das viagens incríveis
Das estradas invisíveis.

De quem já foi um mochileiro, um caroneiro, um hippie e hoje percorre as estradas do mundo, cumprindo uma ordem dada por Jesus, meu Mestre; de ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura!

É por isso que existem estradas.

Diego Marcell 11-02-09

Future

No deserto, o fundo elétrico
Transpassa a imagem
Nas ondas da viagem
A tela é nosso vão
Isso é rústico
Quando se anda por aqui
O risco na pele
Cores projetadas em mim
O mar e seus peixes
Voam sincronizados no fundo
Nem todo mecanismo é artificial
Pois o vento sacode o futuro
Vou dançar pra quem eu devo
Todos os motivos da minha arte
Se hoje vivo o futuro
É porque meu futuro é Sua vontade.

Diego Marcell 10-09-07

25.9.11

Meia geração

No tempo em que brincavas de poemas
Num fundo azul
Quais eram seus problemas?
Quais eram seus sonhos, já que tudo,
Em tudo se podia brincar,
Como brindar a esta geração.
E para agora
No vazio das baladas repetidas
Fracionadas e inflacionadas de morbidez
Juvenil
Para beber bebidas fortes e caras
Para perder ao encher a cara
Para acordar sem o fundo anil.
Para que se deixar tão rapidamente
Numa marola levar
Na correnteza que te acorrenta numa
Noite sem colorido
Pouco criativo é teu deitar
E repetido teu levantar
Pois já não sonhou outra vez.
Oh morbidez, que te leva ao estudo sem tesão
Que te leva a anestésicos na televisão
Que te leva a futilidades literárias.
Oh refratários, da própria existência
Que perdeu a conecção
Já não tem hard-core
No seu coração.
Oh, mesmo que rasa.
Sua adolescência e amizades
Eram laços de verdade,
Que a vida a matou
Como mito burlesco
Que te esfriou ao vê-lo frio
Estagnado no chão da grande cidade
Má-orientada
Sua entrada, por ruas poluídas, que são possuídas
Por fakes e fantasmas de vidas passadas de infelizes
Acadêmicos, de gente mecanizada pelo sistema
Socialmente aceito em determinados departamentos.
Triste fim este meio.
Vê-los aceitos por aceitarem a própria derrota.
Como uma vitória em nome da média.
Apesar das notas mais altas, vocês nunca passarão
Da pobre e triste média dos depressivos controlados,
Aqueles que não morrem na lama,
Mas que não possuem salvação.
Melhor seria morrerem na lama,
Suas vidas seriam mais dignas, engraçadas e
Fariam mais sentido para estas almas
Que agora adormecem ressequidas em
Corpos programados para exercerem funções
Médias.

Diego Marcell 16-12-10