14.5.12

Evangelho e cultura



         É comum ouvir a expressão de que alguém tenha largado velhos hábitos por ter “se convertido”. Apesar de que nestes hábitos possa haver aspectos culturais e familiares inerentes ao contexto do individuo, ao adentrar no cristianismo (ou em outras religiões que o mesmo ocorre) o sujeito nega-se induzido por outros fatores também culturais que, porém não os seus, mas oriundos da linha religiosa adotada. A radicalidade de atos assim leva muitas vezes a destruição de lares harmoniosos em nome de uma suposta melhora até social, mas que é trazido para a religião o que pertence à cultura, vindo a religião ser uma nova cultura que se impõe com argumentos transcendentais.
         Dentro dos pequenos contextos urbanos, além dos já conhecidos contextos de colonização, e dentro da infinita fragmentação cultural urbana contemporânea, a igreja se vê jogando com muitos aspectos e tentando encontrar respostas a estas questões a cada novidade, que geralmente são rechaçadas a primeira vista e demorando para reconhecer a separação do fato (mesmo que novo) cultural à religião, sempre atrasando o caminhar do evangelho dentro das sociedades.  
         É evidente que toda expressão religiosa foi, está e estará carregada de cultura, o cristianismo autentico na Ásia, na África, na Oceania, na Europa e na América jamais serão autênticos iguais, e quando forem iguais em algum lugar ele não estará sendo autentico. O próprio contexto da época e do local do nascimento do cristianismo influencia culturalmente erradamente até hoje todos os lugares onde há cristianismo, e infelizmente em muitos como maioria sobre o aspecto espiritual que a religião se propõe em sua disseminação.

Diego Marcell
14-05-2012

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