É
comum ouvir a expressão de que alguém tenha largado velhos hábitos por ter “se
convertido”. Apesar de que nestes hábitos possa haver aspectos culturais e
familiares inerentes ao contexto do individuo, ao adentrar no cristianismo (ou
em outras religiões que o mesmo ocorre) o sujeito nega-se induzido por outros
fatores também culturais que, porém não os seus, mas oriundos da linha
religiosa adotada. A radicalidade de atos assim leva muitas vezes a destruição
de lares harmoniosos em nome de uma suposta melhora até social, mas que é trazido
para a religião o que pertence à cultura, vindo a religião ser uma nova cultura
que se impõe com argumentos transcendentais.
Dentro
dos pequenos contextos urbanos, além dos já conhecidos contextos de colonização,
e dentro da infinita fragmentação cultural urbana contemporânea, a igreja se vê
jogando com muitos aspectos e tentando encontrar respostas a estas questões a
cada novidade, que geralmente são rechaçadas a primeira vista e demorando para
reconhecer a separação do fato (mesmo que novo) cultural à religião, sempre
atrasando o caminhar do evangelho dentro das sociedades.
É
evidente que toda expressão religiosa foi, está e estará carregada de cultura,
o cristianismo autentico na Ásia, na África, na Oceania, na Europa e na América
jamais serão autênticos iguais, e quando forem iguais em algum lugar ele não estará
sendo autentico. O próprio contexto da época e do local do nascimento do
cristianismo influencia culturalmente erradamente até hoje todos os lugares
onde há cristianismo, e infelizmente em muitos como maioria sobre o aspecto
espiritual que a religião se propõe em sua disseminação.
Diego Marcell
14-05-2012
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