17.5.12

Brilho: arte incidental ou arte de momento



Palavras cantadas, estabelecidas em notas, rimas;
Apesar da complexidade do ato, é uma norma,
Uma limitação que apreende num formato;
Tudo bem, talvez para o formato, mas (e) para
O ato (em si)? O momento, o grito; não seja
Melhor o berro, o improviso, o texto
Que o momento pede? E a musica não
Seja uma sinfonia pós-moderna
Em forma de barulho? Sensorial,
Notas soltas, sem ordem, e ou,
Repetidas ao acaso.

Isso vale para todas as artes,
Que não se prendem a formatos,
Transcendem a arte, apenas arte, para
Se tornar algo maior, a mescla
De arte e realidade,
Arte e vida, arte de momento,
O instante, o acaso, é fotografar o
Cotidiano e expor na galeria
A mágica natural do dia.
Talvez por isso o documentário
E principalmente sem narração, seja
O mais cinema, além de ser o primeiro,
Agora mais do que nunca,
Seus valores, revelem o ultimo.

O drible que além de ser
A dança mais breve,
Também se torna artes plásticas,
Onde tem o criador e os personagens
Incidentais. O mais estranho
É o jogo em silencio, pois a voz
Faz parte da criação, nem que
Seja por pura irreverência.
Nesse tipo de ambiente, a
Torcida jamais será publico,
Ela é parte conjunta da obra
E sua criação é tão ampla
E livre que vai do movimento corporal,
Sonoro, até interferência física (causando), mudança no espaço
Que inicialmente, ou por direito só deve acontecer
Pelos integrantes internos do ambiente.

O plástico é o além da forma, o plástico é o estético
Do subconsciente, é o movimento além do simples
Mover (não), é a ação do estático, é o estático da
Ação, porém dependendo do teu estado, pode sim
A ação do estático.

Diego Marcell
31-10-2007

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