Um
filósofo contemporâneo disse que o ensaio é o novo formato filosófico, atrelado
a isso, no mesmo parágrafo ele coloca o que já sabemos a mais de meio século -
a falta de respostas -, mas há mais de 25 séculos já sabíamos que eram apenas
as perguntas que importavam, agora talvez, as perguntas tenham ficado a um
plano muito desbotado e o que realmente propomos seja apenas as exposições signais de um fenômeno qualquer optado
por este que chamam artista.
Glauber
já chamava seu documentário amazônico de “ensaio”, e vejo mais ou menos isto, o
misto, entre realidade e sonho, entre historia e poesia, entre o ator e a
representação.
Com
esta serie trago ao vídeo personagens que devem vir à tona, por algum motivo
seja artístico, histórico, afetivo, estes nomes servem não para a ilusão do mass media, mas para o nome/símbolo de
imagem/signo; o tempo morto e assassino como motivador de tal fagulha, envenena
o “artista” para as mentiras de sacralidade e eternidade que ele mesmo exerce
para não se cumprir, estes videoensaios são
formas de desafiá-lo no próprio campo, sabendo que jogar é perder, mas quem
joga desta forma rompe a regra e anula a derrota.
Diego Marcell
10/12/2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário