3.8.15

Sobre o videoensaio


            Um filósofo contemporâneo disse que o ensaio é o novo formato filosófico, atrelado a isso, no mesmo parágrafo ele coloca o que já sabemos a mais de meio século - a falta de respostas -, mas há mais de 25 séculos já sabíamos que eram apenas as perguntas que importavam, agora talvez, as perguntas tenham ficado a um plano muito desbotado e o que realmente propomos seja apenas as exposições signais de um fenômeno qualquer optado por este que chamam artista.
            Glauber já chamava seu documentário amazônico de “ensaio”, e vejo mais ou menos isto, o misto, entre realidade e sonho, entre historia e poesia, entre o ator e a representação.
            Com esta serie trago ao vídeo personagens que devem vir à tona, por algum motivo seja artístico, histórico, afetivo, estes nomes servem não para a ilusão do mass media, mas para o nome/símbolo de imagem/signo; o tempo morto e assassino como motivador de tal fagulha, envenena o “artista” para as mentiras de sacralidade e eternidade que ele mesmo exerce para não se cumprir, estes videoensaios são formas de desafiá-lo no próprio campo, sabendo que jogar é perder, mas quem joga desta forma rompe a regra e anula a derrota.

Diego Marcell

10/12/2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário