3.7.15

Uma analise sensorial e crítica da futilidade


            Vejo em Composição Clara de Kandinsky um samba de Cartola, vejo a própria madrugada do morro naqueles tempos artesanais e românticos. Porém a leitura do comentarista de arte é uma falácia, pois sua impressão ele universaliza pelo titulo que obtém, quando Katia Canton “explica” A Boba de Anita Malfatti ela tira de mim todo encanto que a obra tinha me causado pela contemplação que dela fiz destituído de ligações, com exceção das minhas particulares que se arremessam em qualquer contato do individuo. Ela anulou minha leitura da obra que era muito evidente para mim e me trouxe o oposto sem, porém, afirmar ter fundamentos reais para aquilo. Se for para ficarmos discutindo futilidades da vida humana a arte para isto também se propõe, mas se queremos o sensorial para nos remeter ao fio vivificante, então a arte sim importa e que se danem os comentadores e críticos pois só arte e publico se fazem reais, sendo que o ignorante que não se agrada já não é publico, somente o ignorante que se agrada, o único que não é ignorante neste fenômeno é o criador, mas até este pode acontecer de sê-lo.  Então calem-se críticos e me deixem sentir este objeto de futilidade, pois pior é buscar sugestões e questões à futilidade que compõe a humanidade.

Diego Marcell

21/09/2013

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