Vejo
em Composição Clara de Kandinsky um
samba de Cartola, vejo a própria madrugada do morro naqueles tempos artesanais
e românticos. Porém a leitura do comentarista de arte é uma falácia, pois sua impressão
ele universaliza pelo titulo que obtém, quando Katia Canton “explica” A Boba de Anita Malfatti ela tira de mim
todo encanto que a obra tinha me causado pela contemplação que dela fiz destituído
de ligações, com exceção das minhas particulares que se arremessam em qualquer
contato do individuo. Ela anulou minha leitura da obra que era muito evidente
para mim e me trouxe o oposto sem, porém, afirmar ter fundamentos reais para
aquilo. Se for para ficarmos discutindo futilidades da vida humana a arte para
isto também se propõe, mas se queremos o sensorial para nos remeter ao fio
vivificante, então a arte sim importa e que se danem os comentadores e críticos
pois só arte e publico se fazem reais, sendo que o ignorante que não se agrada já
não é publico, somente o ignorante que se agrada, o único que não é ignorante
neste fenômeno é o criador, mas até este pode acontecer de sê-lo. Então calem-se críticos e me deixem sentir
este objeto de futilidade, pois pior é buscar sugestões e questões à futilidade
que compõe a humanidade.
Diego Marcell
21/09/2013
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