Cheguei
a conclusão que a historia como linguagem, contação e teoria é mais
interessante que os acontecimentos em si, como ato, fato e tempo. A palavra
materializa de forma maior que a própria matéria e concretude da coisa, o signo
exposto à memória através da identificação por sua leitura é tornado superior
que o signo-em-si, ou seja, fenômeno pré-linguagem, já que o ato é por si só a
antecipação da linguagem, apesar da mesma gerar atos, mas o único ato simultâneo
de linguagem e fenômeno é a escrita no momento da mesma e a fala original, do
homem ou do papagaio, não a do Google, não a digital ou de fita magnética,
estas já passaram, não pertencem ao “agora” das cordas vocais, salve quando
desta se façam hibrido no interior do homem, cyborgs, não robôs estes do
sentido que se convencionou na contemporaneidade.
No
físico a única coisa que está sobre a linguagem é a transcendência, alguma espécie
de contemplação, destas possibilidades a única que se pode analisar ao certo,
puramente e organicamente é o orgasmo, as demais ficam restritas a contextos
individuais; no caso das drogas, a linguagem ainda continua fortemente
influenciando as (meta)aliterações que a própria mente produz por sua submissão
ao estado humano, no orgasmo porém, as energias trabalham de outra forma e para
outra forma, nisto não entrarei, pois não pertence a minha área, de forma
parecida se dá no campo espiritual, mas aí teríamos que recorrer aos psicólogos,
o que também não convém no momento imediato do texto.
Vamos
partir para uma questão prática, espero conseguir voltar mais a frente em
outras tantas questões que deixei mais acima, como minha mente tem sofrido
grandes falhas de palavras recentes, estas chamariam outro tema que brota de
outro de onde ela estava, isto faz com que algumas se percam e retornem muito
mais tarde, logo, ou nunca mais.
A
questão pratica: tem escapado ao nosso mundo as proto-ciber-estéticas que são aquelas
que nos trouxeram no pós 2ª grande guerra as questões (apesar de já serem levantadas
na 1ª grande guerra em certo sentido), agora com a onda neo-hippie, o
artista/comunista, e o new age tardio, fez com que certos ambientes, artistas e
fenômenos se apresentassem incoerentes, assim como não convém ao metaleiro os acessórios
do sertanejo este mesmo exemplo se rompe nas contradições do mundo real, isso
tem causado certo desconforto, não que eu ache que devam necessariamente
existir os subgrupos delineados, ao mesmo tempo que não sei se eles seriam
capazes de findar-se, mas o que eu quero dizer, ou melhor, o que Cazuza quer
dizer é que as ideias não correspondem aos fatos.
Vou
criar um novo clube, clube como casa de show, casa de show como ambiente de
arte, ambiente de arte além de galeria, cinema, auditório, teatro, pista de
dança ou suruba, um lugar...?, hoje vai começar tocando musica indie dos anos
80, ou da Grécia contemporânea, alguns querem viajar, obvio, temos LSD ou
coisas mais “susse” como maconha, todos são livres, quero dizer, um só queria
meditar, e pode! Por que não? Pode ser que tenhamos mais salas, numa onde as
paredes são pretas e as luzes piscam frenéticas, duas garotas se beijam, a de
cabelo curto não é lésbica, uma guitarra toca, na verdade improvisa sobre os
computadores, couro sintético, tudo bem, ninguém é perfeito, mas era tão melhor
o cheiro do couro de verdade!
Na
outra sala, mais intimista, uma luz verde rebatida, tocam citar e outros
instrumentos que não sei o nome, três meditam, dois destes fazem pose, só um transcende,
outros assistem, um dorme, três, quatro se tocam, se tocam por debaixo das
blusas, das calças, das cuecas, das calcinhas, não, não tem calcinha, pau pra
fora, tem uma garrafa de vinho, e algumas variedades de ervas, vai rolar uma
peça, uma intervenção? Uma performance, opa já começou, eram eles mesmos e mais
outros, aqueles não estão nem aí, e outros que lá estão nem eram convidados,
mas havia convite? Esta é a grande incógnita, alguém imprimiu flyers e espalhou
pela cidade? Se sim, quem pagou por eles? Haviam patrocinadores? Quem faria
isso, se queremos acabar com as leis comunistas, se isto ainda estivesse em
vigor no tempo da festa, ninguém transaria e não rolaria nada daquilo,
principalmente com os desavisados, portanto, aqui nasce uma questão chave e das
mais importantes, como isto se deu? Quem produziu ou organizou os shows? Quem eram
os músicos? Quem são os teóricos mais lidos por estes jovens?
13/12/2013
O
androide representa isso, essa atualidade, ele é autorreferencia sem devir, sem
família e principalmente, sem alma, seu espírito é forma, caso-objeto no acaso
lógico, ele chega onde a natureza não pôde, é a extensão do homem por ser sua
evolução natural, esta sendo possível apenas no artificial; ele é a tridimensionalização da razão; feitura,
materialização e real(ização) do abstrato.
12/02/2014
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