O empirismo do “pentecostalismo” não
compreende que a base da sua experiência não é uma construção divina, mas em
porcentagem (quase) absoluta sendo produção das próprias pessoas que
experimentam algo impelido por além da crença, situações sociais e psicológicas
e que usam da possibilidade religiosa como uma negação as suas carências humanas
em objetos extraordinários.
Se, porém, há experiência legítima,
dificilmente ela terá compreensão exata do propósito, atribuindo e conceituando
corriqueiramente de forma precipitada a fundamentações divinas e religiosas distorcidas
àquilo que na sua carga cognitiva limitada se enquadra a experiência.
Para o filosofo de
Koenigsberg, o conhecimento não é a percepção, é a construção do objeto. Não é
o espírito que se adapta às leis dos seres, e sim os seres que se amoldam às
leis do espírito. Ora, uma vez negada a proporção entre o ato cognoscitivo e o
seu objeto, desaparece a distinção entre a verdade e o erro, torna-se o homem a
medida de todas as coisas (Protágoras), qualquer discussão filosófica ou cientifica
é inútil e inútil antes de tudo toda a critica kantiana. (História da Filosofia.
Umberto Padovani, Luis Castagnola. São Paulo: Melhoramentos, 1977, p. 373)
Diego Marcell
13-04-2011
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