3.5.12

Empirismo pentecostal



            O empirismo do “pentecostalismo” não compreende que a base da sua experiência não é uma construção divina, mas em porcentagem (quase) absoluta sendo produção das próprias pessoas que experimentam algo impelido por além da crença, situações sociais e psicológicas e que usam da possibilidade religiosa como uma negação as suas carências humanas em objetos extraordinários.
            Se, porém, há experiência legítima, dificilmente ela terá compreensão exata do propósito, atribuindo e conceituando corriqueiramente de forma precipitada a fundamentações divinas e religiosas distorcidas àquilo que na sua carga cognitiva limitada se enquadra a experiência.

Para o filosofo de Koenigsberg, o conhecimento não é a percepção, é a construção do objeto. Não é o espírito que se adapta às leis dos seres, e sim os seres que se amoldam às leis do espírito. Ora, uma vez negada a proporção entre o ato cognoscitivo e o seu objeto, desaparece a distinção entre a verdade e o erro, torna-se o homem a medida de todas as coisas (Protágoras), qualquer discussão filosófica ou cientifica é inútil e inútil antes de tudo toda a critica kantiana. (História da Filosofia. Umberto Padovani, Luis Castagnola. São Paulo: Melhoramentos, 1977, p. 373)

Diego Marcell
13-04-2011 

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