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4.12.17



O espírito do blues
É o espírito do banzo
Se eu sou do rock
É por isso que sambo
Nosso jazz
É uma bossa nova
Mas ragtime, Chiquinha
É a nossa prova

Saudade não há
Saudade não há
Saudade não há

Diego Marcell
30/11/2017                  

3.11.11

Carillon

Cette fois aussi, c’etait au temps dês cerises
N’allez pas en Grèce cet été,
Fique comendo sorvete te te te te
La liberté c’est le crime qui contient tous le crimes
C’est notre arme absolue

Toque rock já cedo, não tenha medo
Se bomba dormisse de cabeça para baixo
Era morcego
Rendam-se terráqueos
Excepté peut-être une constellation

O índio brinca de arco e flecha no computador
Todo dia é dia de isopor, isso por
Que que que que re que que
Verosimio é a verdade do macaco
Hoje vou sair sem casaco
Pelo inverno do Paraná pá pá pá

Verô vero vero vero vero ...


Diego Marcell
02-11-11
Banda Protozoado

31.10.11

O que fiz?

Aos 19 fiz música
Aos 20 fiz filme
Aos 21 fiquei velho
Aos 22 me batizei
Aos 23 li a bíblia
Aos 24 tive depressão
Aos 25 bebi vinho
Aos 26 publiquei um livro

E por quê?
Se tudo fiz e nada fiz
O que tenho feito
O que mereci?
E por quê?
Se não enterrei talentos
Será que desenterrei demais
A ponto de ficar no esquecimento?

Fui ao extremo da arte
Senti dor
E não me vislumbrei com o prazer
Mas o que eu fiz de real?
E o que tenho que fazer?
Quem vai dizer?


Diego Marcell
31-10-11

26.10.11

Funk punch

Eu vou pro clinch e você não admite
Que eu vá embora quer me pegar lá fora
Eu não vou brigar pela regra que te ajudar
Já foram dois juízes e o resultado do terceiro não vai adiantar

Punch, super man punch
Um helicóptero e low kick
Eu não quero que você fique
E me faça sangrar

No chão com você quando o clima ta insosso
Te pego pelo pescoço e causo um alvoroço
Deitado no tatame tento o katagatame
Você me segura aplicando uma kimura

Punch, super man punch
Um helicóptero e low kick
Eu não quero que você fique
E me faça sangrar

Eu quero ir embora te aplico um vazari
Vou te pedir que pare e me leve pro ground’n Pound
Pra você ta tudo bom, mas quero te pegar pela cintura aplicando um ipon

Me finaliza, me finaliza.


Diego Marcell
Banda Protozoado

21.10.11

Outro sentido

Já não acredito
Em tudo que tinha certeza
Agora vejo o erro
Onde achava destreza

Um outro Deus nasceu
Da realidade
Será que nós não entendemos
O sentido da verdade?

Morte do respeito
E a morte do prazer
Só o sacrifício
Nos fará crescer
Nos fará recuperar
O amor de verdade
Que só se manifesta
Onde existe liberdade

Ele me chama no silencio
Onde ninguém espera
Para a mensagem de um profeta
Que não respeita a tradição
A minha ordem
É a vossa desordem
Nasce no interior
Fere sua reputação


Diego Marcell
20-09-11

20.10.11

Pátria sem pai

Infelizmente o Brasil é um país que tem pouco de grego e pouco de oriental,
Ou seja, um país que tem como destaque a fantasia, o carnaval.
Jamais entenderá a Mecânica Quântica, nem a Filosofia habita em seu meio.
A sua pedagogia consiste em manter suas crianças no recreio.
O ser não está no ente, é um país demente, que pensa ser belo ser vadio, favelado e analfabeto.
Mãe África te abandonou na casa de Tupã;
Manoel, Joaquim, ninguém te quis, o que te fez o trombadinha de amanhã.

Diego Marcell
02-05-11

Banda Protozoado

18.10.11

101

Não temos saída
Nossa liberdade foi roubada
As 11 apagaram nossa luz
O que me fez amar a madrugada

Ratos estão no lugar
Dos velhos moradores
Só no intervalo encontramos
“irmãos” do partido pelos corredores

Eu não queria ver
Esta imagem que se repete
Apagando da memória
O que ao desejo lhes compete


Diego Marcell
22-04-11

17.10.11

Ex-amigo

Ele precisa de bons exemplos
Ele precisa do seu dinheiro
Para comprar o gás
Ele precisa de uma fofoca para viver em paz

The Power of god
Is in your rand
But he not barnacles
To the and
Because he needs
Your money
Para montar e bater
Em seu ponei

Ele precisa mentir
Sua família é assim
Ele esqueceu que é preciso perseverar
Para chegar ao céu
Because it must lie
His family is well


Diego Marcell
13-08-2011

15.10.11

Niilista

Eu fazia política
Com recorte de jornal
Fui um grande jornalista
Da página policial
Já fui punk, já fui hippie
Já fui protestante e anarquista
Mesmo do morro tinha nome na lista
Marx me desculpe
Mas hoje sou um niilista

Sem muito orgulho
Eu confesso
Mas é o sabor que a vida
Tem-me impresso

Tenho fé que terei fé
Sei que nada vem de graça
Só a graça
Mas o niilismo se apossa do ente
E prega na praça
Mata o ser, rubra a lua
O niilismo é a voz que clama
Na rua.

Comunista versus idealista
Todos são muitos poucos
Para conseguir mudar
Só o individuo e seu exemplo
Pode nos arrastar.


Diego Marcell
14-10-2011

14.10.11

Valores inversos

O artista é o falido
O gênio incompreendido
O palhaço depressivo
Num país sem inverno criativo

Se não passo pelo seu crivo
Desculpe por me negares
Se sou de outro tempo
No espaço que te criastes

Você pode até
Me achar interessante
Mas não sou seu padrão
Sou uma aberração
(não há compreensão)


Diego Marcell
19-05-2011

Quando volto para lá

O deixar ser
É dissimulação
Do mundo das idéias
Ao estado de depressão
Quando entro na cidade
E já não consigo ver
Todas as idéias que eu tinha
Ficaram presas na tevê
Na tela do computador
Minha camisa de força
E se me derem um remédio
Talvez eu me contorça

Tentando discutir
Tentando aplaudir
Os shows teatrais
Que não me querem mais


Diego Marcell
14-08-11

25.9.11

TERRA DE NINGUÉM

Lugares inóspitos
Terra de ninguém
Terra de sonho
Vai e vem
Onde anda?
Onde se esconderá?
Ladeira e barreira
Que insiste em chamar

My friends
My dreams
Melts repeats
Derrete repete o fim

Vai repetir
Chamar na escada
Cabeleira no vento
Vinho na sacada
Perfume no ar
Roupa rasgada
Onde andará
Cidade sitiada
Walk where
Besieged city
Me assedie
Me xingue

My friends
My dreams
Melts repeats
Reflete o fim

Qual seu fim
Qual seu começo?
Onda andará?
De onde te conheço?
Foge para longe
No meu endereço
Sai no jornal
Diz o seu preço.

Diego Marcell – 09-01-11

23.9.11

REFÚGIO

(Feita para um curta-metragem, porém não usada)

alguma coisa aconteceu
eu não posso explicar
eu saio correndo
ninguém pode evitar

se eu chorar apague as luzes
para o meu problema
eu corro feliz
até chegar no cinema

no meu mundo de angústias
simulando bem estar
sentindo imagens
que não posso projetar

eu deixo a família
saio sem os amigos
o refugio
é o meu melhor abrigo.


LETRA Diego Marcell
MÚSICA Marcos Worms

Dogma85 (2005)

Sou a tua vontade

Sou a vontade do seu coração
Eu não existia
Mas você me imaginava
Me conhecia
E ainda hoje
Me conhece mais
Do que eu mesmo
Saberei jamais

Porque sou obra
Da sua imensidão de poder
Se hoje sou vida
Só posso te agradecer
Porque o filho sabe
Que o amor do Pai é maior
E agora eu entendo
Que a casa do Pai é melhor

(Refrão)
Sou a tua vontade
Tudo que faço é pra ti adorar
Descobrindo a sua verdade
É o prazer que tua presença me dá

(Rap)
A criatura em seu mundo cercado de artifícios materiais
Que só lhe afundam mais
Com suas filosofias e teorias, precipita sua limitada sabedoria
Que só lhe afunda mais
Acredita no que formula sua cabeça,
Mente mil vezes para cair na própria rede
Que só lhe amarra, que lhe prende ainda mais
Vive o hoje, não conhece o depois, não sabe do ontem
Quem criou, quem tem poder e pensa que pode viver
E na sua independência escolhe o que faz
Mas as suas escolhas, só lhe afundam mais

(Rap mais pesado)
Mas quem sabe da onde vem
Busca no céu e obtém
Deixe o peso que o mundo fornece
A fé é bagagem leve
Conheça o amor que Deus concede
Liberando perdão a quem se deve
Não julgue o outro
E você é livre pra curtir
Vai, na certeza do porvir
Você sabe que alguém morreu por ti


Porque sou obra
Da sua imensidão de poder
Se hoje sou vida
Só posso te agradecer
Porque o filho sabe
Que o amor do Pai é maior
E agora eu entendo
Que a casa do Pai é melhor

(Refrão)
Sou a tua vontade
Tudo que faço é pra ti adorar
Descobrindo a sua verdade
É o prazer que tua presença me dá

Diego Marcell

Segundo lhe apraz

12/01/10
Os homens se contradizem
Afirmando por Deus
O que sua mente escolheu

Os homens tropeçam
Na pedra que colocaram
Para adornar o lugar
Da sua passagem
Que em Cristo é reto e limpo
Mas o homem quis enfeitar

Achando-se super homem espiritual
Voando baixo na sua viajem carnal
Decidindo segundo lhe apraz
Sua pequena vontade de paz

Mensagem daqui não pode subir
Arranjar desculpas pra se redimir
Ilusão criada em nome de Deus
Não poderá subsistir

Friamente pensado
O frio da mente eu esquento
Com o Fogo Sagrado
Misturando velho e novo
Num sentimento direcionado
Buscando a Verdade inesgotável
Da novidade inexplorável
Pela eternidade de quem sempre esteve em seu lugar.
Ele sabe de tudo e eu amo seu Saber
Que se aprofunda na complexidade do ser. Nele eu vou viajar.

Diego Marcell

Não diga a ninguém que me viu para sua segurança pessoal

(dedicada a Glauber Rocha)

Os sonhos morreram
No mês de agosto
Subestimando a falta
De ideologia desse meu povo
Glauber foi um fogo
Queimando entre água e gás
Foi um grito bem agudo
Vomitando caos para Ter paz

Bendito os loucos
Porque eles herdarão a razão

Que caminhos serão estes?
Desvendados aos meus netos
O que foi Antônio das mortes
Cavalgando entre o concreto
Atirando a magia para os cegos
Criando formosura entre feios
Plano intelectual para pobres
Ensinando a ensinar seus anseios

Bendito os loucos
Porque eles herdarão a razão

A alma do cara, ninguém sabe onde está
Mas que foi um grande homem, devemos falar
Eu estou louco, e estou certo
A utopia da minha raça
Me faz destruir o mercado
Eu me produzi , viajei e inventei
Sentado na moviola fui livre
Ele foi o movimento da moviola
O meu barato
O meu poema
O ser humano
Nesse teu cinema .

Diego Marcell 2006

LINDO SERMÃO

17-05-10

CORES E A FALTA DELAS
VEM NA MINHA MENTE
LEMBRANDO DO TEMPO
QUE ANDEI DOENTE
SEM DIREÇÃO
MAS ALGUEM ESTAVA LÁ
OUVINDO MEU DISPERSO CLAMOR
A UM DEUS DESCONHECIDO
QUE MORREU POR AMOR
PELA NAÇÃO

TIJOLOS DE UMA CONSTRUÇÃO
CORROIDA PELA QUEDA
QUEM SE LEMBRARÁ
DAQUELE LINDO SERMÃO?

LARGUEI MINHA MAIOR RIQUEZA
MEU DESEJO DE FAZER
UMA REVOLUÇÃO VAZIA
QUE NÃO IA RESOLVER
TANTA POLUIÇÃO
APRENDI QUE NA POBREZA
DE UM SINCERO CONFESSAR
PODE O MUNDO PERDER
MAS A ALMA POUPAR
TUA É A SALVAÇÃO

TIJOLOS NUMA BASE
VÃO SEMPRE SE MANTER
QUANDO É PELA VERDADE
DO EVANGELHO QUE VIVER
ESSA É MINHA PREGAÇÃO

DIEGO MARCELL

Intimidade e liberdade

20/07/2008

Deus não conhece o sacrifício vazio da sua religiosidade
Sua freqüência programada sem santidade
Cumprindo ordens de homens da antiguidade
Que usados pelo mal
Criaram a escola que não ensina a verdade

Quebre as barreiras, o novo tempo chegou
Rompendo os horizontes, a estrela da manhã
Vem trazendo o fogo
Que vai queimando o pecado

Vai queimando o velho homem
Vai queimando velhas regras
Que a anos lhe consomem

Basta!
O fogo purifica
Transforma o esgoto
Na fonte mais limpa
Basta!
Não olhe para traz
Nem as drogas desse mundo
Alcançam o que o Espírito faz

SOLO INSTRUMENTAL (distorção)

Conheça a verdade
Ela te libertará
Com intimidade
o impossível acontecerá

E a sua vida não será mais a mesma
Deus é Pai e vai te dar de herança, o seu melhor presente
Então se purifique para vê-Lo de frente
Pois o fogo dos Seus olhos é a santidade que queima eternamente!

Conheça a verdade
Ela te libertará
Com intimidade
o impossível acontecerá

Na sua vida (na ultima)

LETRA
Diego Marcell

MÚSICA
Laurinho

Ídolos

Ídolo de ouro
Ídolo de prata
Ídolo de bronze
Ídolo de lata
Ídolo de fornalha
Ídolo de barro
Ídolo triste
Ídolo palhaço
Ídolo semelhante
Aos animais
Ídolos símbolos
Orientais
Ídolo cigarro
Ídolo ator
Ídolo bebida
Ídolo cantor
Ídolo profeta
Ídolo idealista
Ídolo morto
Não ressuscita
Ídolo distante
Ídolo não fala
Não corresponde
Aquele que idolatra
Ídolo moda
Ídolo ego
Ídolo surdo
Ídolo cego
Ídolo musica
Ídolo tevê
Ídolo fofoca
Ídolo sem saber
Ídolo diploma
Ídolo profissão
Ídolos te aposentam
Na depressão
Ídolo natureza
Ídolo filosofia
Os ídolos decadentes
Que você mesmo cria.

Diego Marcell (09/08/08)

Em nome da vaidade

Aprisionaram-te numa letra morta
Para fazerem suas próprias vontades
Prenderam-te numa gaiola
Em nome de suas vaidades
Limitaram seu pensamento ao deles
Colocaram palavras em sua boca
Eles espalham um documento
Com uma assinatura falsificada
Construíram escadas de pedras
Abriram portas no deserto
Fizeram uma grande escultura
Para parecer que tu estás perto
Um grande ritual de sorrisos
Eles tecem para se orgulhar
Uma caridade forçada
Que possa lhes salvar
Mas alimentam seus sentimentos
Com a compra do seu perdão
Rezando num corredor vazio
Eles não enxergam a salvação

Onde está sua presença?
Nas ruas, no ar, no pobre
Nisso eu te vejo quando paro
No valor de quem sente, de quem sofre
E não fazemos nada por ti.

14-06-10
Diego Marcell