Eu fazia política
Com recorte de jornal
Fui um grande jornalista
Da página policial
Já fui punk, já fui hippie
Já fui protestante e anarquista
Mesmo do morro tinha nome na lista
Marx me desculpe
Mas hoje sou um niilista
Sem muito orgulho
Eu confesso
Mas é o sabor que a vida
Tem-me impresso
Tenho fé que terei fé
Sei que nada vem de graça
Só a graça
Mas o niilismo se apossa do ente
E prega na praça
Mata o ser, rubra a lua
O niilismo é a voz que clama
Na rua.
Comunista versus idealista
Todos são muitos poucos
Para conseguir mudar
Só o individuo e seu exemplo
Pode nos arrastar.
Diego Marcell
14-10-2011
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