30.4.15

        Podemos distinguir o mal da humanidade atribuído primordialmente a religião por ser esta a criadora da hierarquia, antes disso o comum ou quando muito (como acontece no reino animal) havia mérito pelo destaque, como o macho que venceu a batalha e a natureza manifesta na fêmea a fez ficar com o vencedor, pois a natureza entende que a força deste refletirá na descendência para o futuro da espécie.
O ser humano, esta espécie que se destacou num ato de mistério foi descobrir a religião, ou foi descoberto por ela, ou à criou, da mesma forma se questiona no mesmo momento quanto ao espírito, primeiramente dos animais, da sua caça mais especificamente, quando o caçador adentrou no escuro da caverna e sob o efeito de alucinógenos começa a “dialogar” com a imaterialidade.
O problema surge quando este individuo que até aquele momento era um simples caçador do todo social da espécie passou para a parede da caverna a forma que havia sido projetada em sua mente, aí surgiu a arte, o mito, mas ainda não o artista como conceito, puro ou impuro, mas o xamã, este foi o primeiro a deter a exclusividade diante de todos, surgindo o conceito de hierarquia que as sociedades iriam estender ao máximo, porém onde ela sobressairia no seu estado superior a qualquer outro sempre foi e sempre será na religião, pois nela há o termo da possibilidade da não discussão que é o mistério, o deus, e quando o subjetivo do abstrato decreta sobre a vida, nem a linguagem tem poder de sobrepujar.

Diego Marcell

03/07/2013 

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