Podemos distinguir o mal da humanidade atribuído
primordialmente a religião por ser esta a criadora da hierarquia, antes disso o
comum ou quando muito (como acontece no reino animal) havia mérito pelo
destaque, como o macho que venceu a batalha e a natureza manifesta na fêmea a
fez ficar com o vencedor, pois a natureza entende que a força deste refletirá
na descendência para o futuro da espécie.
O ser humano, esta espécie
que se destacou num ato de mistério foi descobrir a religião, ou foi descoberto
por ela, ou à criou, da mesma forma se questiona no mesmo momento quanto ao espírito,
primeiramente dos animais, da sua caça mais especificamente, quando o caçador
adentrou no escuro da caverna e sob o efeito de alucinógenos começa a “dialogar”
com a imaterialidade.
O problema surge quando
este individuo que até aquele momento era um simples caçador do todo social da espécie
passou para a parede da caverna a forma que havia sido projetada em sua mente,
aí surgiu a arte, o mito, mas ainda não o artista como conceito, puro ou
impuro, mas o xamã, este foi o primeiro a deter a exclusividade diante de
todos, surgindo o conceito de hierarquia que as sociedades iriam estender ao máximo,
porém onde ela sobressairia no seu estado superior a qualquer outro sempre foi
e sempre será na religião, pois nela há o termo da possibilidade da não
discussão que é o mistério, o deus, e quando o subjetivo do abstrato decreta
sobre a vida, nem a linguagem tem poder de sobrepujar.
Diego Marcell
03/07/2013
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