20.1.14

Estética macro de microfragmentos


            A beleza estética do acaso e de construções fragmentadas, desconexas para formar um contexto multiforme, poliestilistico, em nome da necessidade. A pós-modernidade se adéqua a arquitetura da favela, do antigo povoado que virou metrópole ou do centro antigo agora adornado pelo hi-tech. Isto de forma alguma anula o artista, mas o destaca em meio ao complexo artístico, todos juntos e individuais. Da mesma forma que oposta vem a também proposta pós-moderna de construção coletiva, os coletivos, que assinam em um só nome coletivo, esta é uma obra que dentro de propostas tem suas razões, mas que evidentemente tira o brilho, a personalidade.
            Projetos e métodos com planilhas são características fundamentalmente modernas, que eternamente nos ajudarão para planos urbanísticos (infelizmente necessitados de reformas), eventos grandiosos e megassituações; mas se falarmos de arte e estética, ou até literatura, a visão posterior de construções fragmentadas e ecléticas que se juntam num só “linguajar”, numa só “temática”, são bem mais ricas a contemplação que blocos totais realizados através de pré-requisitos.
            A infiltração microscópica permite ver a rica função momentânea e muitas vezes improvisadas de detalhes, seus contornos e remendos e camadas, diferentes épocas, diferentes materiais, diferentes autores, diferentes funções e propósitos, sobrepostos pela causalidade da necessidade terceiro-mundana na globalizada visão pós-moderna que permite transpor o espaço em nome da estética.

Diego Marcell

18-05-11 

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