A beleza
estética do acaso e de construções fragmentadas, desconexas para formar um
contexto multiforme, poliestilistico, em nome da necessidade. A pós-modernidade
se adéqua a arquitetura da favela, do antigo povoado que virou metrópole ou do
centro antigo agora adornado pelo hi-tech. Isto de forma alguma anula o
artista, mas o destaca em meio ao complexo artístico, todos juntos e
individuais. Da mesma forma que oposta vem a também proposta pós-moderna de construção
coletiva, os coletivos, que assinam em um só nome coletivo, esta é uma obra que
dentro de propostas tem suas razões, mas que evidentemente tira o brilho, a
personalidade.
Projetos
e métodos com planilhas são características fundamentalmente modernas, que
eternamente nos ajudarão para planos urbanísticos (infelizmente necessitados de
reformas), eventos grandiosos e megassituações; mas se falarmos de arte e estética,
ou até literatura, a visão posterior de construções fragmentadas e ecléticas que
se juntam num só “linguajar”, numa só “temática”, são bem mais ricas a
contemplação que blocos totais realizados através de pré-requisitos.
A
infiltração microscópica permite ver a rica função momentânea e muitas vezes
improvisadas de detalhes, seus contornos e remendos e camadas, diferentes épocas,
diferentes materiais, diferentes autores, diferentes funções e propósitos,
sobrepostos pela causalidade da necessidade terceiro-mundana na globalizada visão
pós-moderna que permite transpor o espaço em nome da estética.
Diego Marcell
18-05-11
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