Estou
cansado das banalidades dos homens
Deste
flerte mal feito com a vida,
Destes
doentes mentais
Vestidos
de intelectuais
Que
entram nos sebos
E
não gastam seu dinheiro
Só
nossa alegria,
São
burgueses? Mesquinhos? Hipócritas?
São
doentes que contaminam a sanidade dos raros.
Assim
como Jabor
Estou
cansado das super-mulheres do Superpop
Corpo
de maquina, cérebro de amendoim
Perna
de zagueiro
E
bunda de silicone.
Estou
cansado da sobreposição de piadas
Da
irreflexão das massas
Da
tecla estourada da politicagem
Na
“Brasílica” dos santos
Dos
eternos
Dos
intocáveis.
Estou
cansado do meu cabelo
Que
nem é liso
Nem
enrolado.
Estou
cansado do bla bla blá
Do
excesso de conteúdo
Furado
Dos
artigos e dos doutorados
Da
falta de publico pro teatro.
Estou
farto do grito agonizante do cinema
Das
imagens na minha cabeça
Eu
só quero o hiper-realismo
As
luzes de um dia disfarçado
De
cenas sem sentido
Numa
esteira recheada de formas
Passam
por mim
Gargalham
e querem me ouvir gargalhar.
É
a vida que resolve se ausentar
Da
convenção humana
E
me chama noutra dimensão
Ao
onirísmo físico das psicodelias cósmicas
Das
explosões de supernovas no céu
Da
minha boca
Chicletes
na minha língua
Vento
na cara
E
nada nas mãos.
Diego
Marcell
24-04-2012
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