Hoje
sou um cético
Amanhã
não sei,
Mas
hoje sou um cético
Um
cético social.
O
cético urbano
É
um animal
Que
precisa da selva
De
pedra
Pra
respirar,
Precisa
do seu manto
De
couro sintético
Pra
se cobrir,
Precisa
da sua literatura
Das
suas moedas
E
das suas bebidas fortes
Para
caçar.
Mas
na selva também sou cético
Cético
quanto ao presente
Que
nada me apresenta,
Os
nichos borbulham
Regurgitam
E
se masturbam
Numa
orgia egocêntrica
E
vazia.
Suas
placas, pichações, grafites
Lambe-lambes
que são seus
Painéis
de propaganda
Me
convidam para alguma coisa
Que
não consigo saber o que é.
Signos
subjetivos que nos levam
A
lugar nenhum.
Eles
só nos querem
Como
voyeur do seu prazer
De
nos convidar ao nada
Que
é o vosso gozo,
O
vosso gozo pós-moderno.
Diego
Marcell
25-04-2012
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