Com o fim da arte, do espaço da arte, do
Belo como contemplação desinteressada, o designe assume galerias, como se a função
devesse ocupar o lugar destinado ao fútil num mundo circundado pelo
desinteresse. Dão ao designer o lugar, ou os lugares possíveis no digital, na
decoração, na arquitetura, esta ultima a menor de todas no passado, mas a única
que permanece intacta, mas que o design tem mais direcionamento e ligação; as
outras questões mais puras: pintura, interpretação teatral, poesia não permitem
ao designe tal intimidade, mas a escultura mesmo que não queira está passível de
tal possibilidade substitutiva.
Essa
invasão do designe em galerias e museus é uma consequencia da troca de valores
destes tempos, apesar de a discussão da arte e do designe ainda ser limitada,
dizer que designer é artista é algo tratado com cautela pelos maiores desta função,
mas a mesma discussão cabe ao pessoal da moda, mas é evidente que estes
permanecem muito distantes da arte pura por seus cursos serem envoltos da função,
de função, seus cursos servem para alguma coisa; já o artista é criado para o fútil,
para o vazio, para os anseios de sua alma, as artes visuais, as belas artes
envolvem seus formandos do sublime, para ocupar espaços desnecessários, mas
mesmo assim para serem profissão, entra em questão se haverá possibilidade de
haver esta profissão pura daqui em diante da forma que a Universidade vem
estruturando sua função.
Diego Marcell
26/05/2013
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