Encontrar
identificação nos lugares típicos por suas tradições, sair, portanto do sagrado
comercial e buscar o sagrado da cultura, este foi o objetivo deste projeto, na
aridez do deserto tão oposto ao clima do sul do Brasil, mas principalmente
perceber que todos os signos de um povo estão carregados de objetos naturais de
um espaço, neste sentido a fotografia não bastava e sendo mesmo um brasileiro
pisando em terras santas e famosas por conflitos e guerras milenares que em
grande parte chegam distorcidos ao novo mundo, para entender que não basta uma
mídia global para conhecer fatos, mas que é preciso sentir e experimentar os
temperos típicos de outros entes de outras culturas.
Dos muitos registros feitos, as opções
partiram para o inóspito e à textura, esta ampliada sob efeitos digitais para
que expresse o valor artístico no acaso, sendo o acaso uma espécie de deus para
a arte e o artista apenas o oportunista metafísico. Mas para tal oportunismo é
preciso história e teoria, esta se aplica no misto sociocultural que envolve
não apenas arte, mas as ciências humanas em geral.
Com enquadramentos, luz
e texturas de cena o fotógrafo manipula tal acaso ao sensorial possível, aqui
finda o trabalho daquele individuo que captou um momento baseado em inúmeras
problemáticas e inicia o trabalho da contemplação pura e destituída de outras
referencias que não sejam apenas a autorreferencia do objeto em questão, este
passa a outros domínios sob a nomenclatura de ‘arte’.
Diego Marcell
23-01-2014
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