24.1.14

Sobre a exposição Imagens de Israel


            Encontrar identificação nos lugares típicos por suas tradições, sair, portanto do sagrado comercial e buscar o sagrado da cultura, este foi o objetivo deste projeto, na aridez do deserto tão oposto ao clima do sul do Brasil, mas principalmente perceber que todos os signos de um povo estão carregados de objetos naturais de um espaço, neste sentido a fotografia não bastava e sendo mesmo um brasileiro pisando em terras santas e famosas por conflitos e guerras milenares que em grande parte chegam distorcidos ao novo mundo, para entender que não basta uma mídia global para conhecer fatos, mas que é preciso sentir e experimentar os temperos típicos de outros entes de outras culturas.
             Dos muitos registros feitos, as opções partiram para o inóspito e à textura, esta ampliada sob efeitos digitais para que expresse o valor artístico no acaso, sendo o acaso uma espécie de deus para a arte e o artista apenas o oportunista metafísico. Mas para tal oportunismo é preciso história e teoria, esta se aplica no misto sociocultural que envolve não apenas arte, mas as ciências humanas em geral.
Com enquadramentos, luz e texturas de cena o fotógrafo manipula tal acaso ao sensorial possível, aqui finda o trabalho daquele individuo que captou um momento baseado em inúmeras problemáticas e inicia o trabalho da contemplação pura e destituída de outras referencias que não sejam apenas a autorreferencia do objeto em questão, este passa a outros domínios sob a nomenclatura de ‘arte’.

Diego Marcell

23-01-2014

Nenhum comentário:

Postar um comentário