20.7.13

Reflexões domésticas


            Tenho conclusões empíricas pela convivência, como a maior parte dos seres humanos é incapacitada a exercer seu papel, ou seja, em ser social, pela recorrência em atitudes degradantes, animalescas, irracionais, o simples ato de não cumprir com o próprio curso necessário para seu dia, os pequenos gestos de degradação do ambiente coletivo, da ordem ou da saúde, os erros por agir como “desligado”, podemos classificá-los como tremendos idiotas, dementes, não patológicos clínicos, mas sociais, ou podemos até classificá-los numa patologia social que talvez seja metafísica, mas parece genética, deve vir no DNA, este é o pecado sugerido aos descendentes de Adão, a ignorância dos atos mais simples, cabeças vazias se tornam oficinas do diabo na hora de fazerem mal feito um simples ato doméstico.
            Este texto foi escrito por ver atos como: guardar a garrafa de refrigerante deitada na geladeira, mas com a tampa não bem fechada, inundando assim o chão da cozinha. Ter como tarefa domestica limpar a sala e não tirar a crosta de pó dos móveis. Lavar roupa e não conferir se nada impediria o escoar da água no tanque quando a maquina liberasse a mesma. Guardar a caixa de leite vazia na geladeira. Entupir a lixeira do banheiro de papel e continuar jogando papel usado até tomar conta do chão, não ajuntá-los e não trocar o saco. Quebrar torneira. Deixar comida no ralo da pia. Deixar lixo sobre a mesa. Deixar comida descoberta e fora da geladeira. Não estender panos molhados. Morar a anos na casa e não saber onde guardar certas coisas. Usar pano sujo para secar a louça e o pano limpo para limpar a mesa... entre outras.

Diego Marcell

05-2012

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