Estou
com um sentimento niilista invernal
Industrial,
Parece
que só o meu amor tem a cura
O
abraço em meio ao caos
É
a paz esquecida entre a loucura.
Eu
olho para o museu e só vejo
O
que não existe
Minha
saúde inerte
A
depressão mambembe
De
toda fragrância não escolástica
Mundo
sem rumo, sem tempo
Fenda
na forma
O
espírito sem coisa
A
coisa do espírito.
Pode
sussurrar qualquer tema
De
cinema
Morto
É
o novo pote que se vende
À
novos cineastas
Os
cinemas fantasmas.
Minha
arte não é marcial
Tai
chi do vilipendio
Pan-compromisso
com o nada.
Estou
acreditando que minha cabeça
Está
tão boa
E
estou me deixando down.
Dizem
que a genialidade é coisa
De
quem não tem o que fazer,
Portanto
não posso ser,
Apenas
acho que estou transcrevendo
A
falta de não-matéria.
Diego
Marcell
15/07/2012
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