9.8.12

Mini ode ao micro tudo


Estou com um sentimento niilista invernal
Industrial,
Parece que só o meu amor tem a cura
O abraço em meio ao caos
É a paz esquecida entre a loucura.
Eu olho para o museu e só vejo
O que não existe
Minha saúde inerte
A depressão mambembe
De toda fragrância não escolástica
Mundo sem rumo, sem tempo
Fenda na forma
O espírito sem coisa
A coisa do espírito.
Pode sussurrar qualquer tema
De cinema
Morto
É o novo pote que se vende
À novos cineastas
Os cinemas fantasmas.
Minha arte não é marcial
Tai chi do vilipendio
Pan-compromisso com o nada.
Estou acreditando que minha cabeça
Está tão boa
E estou me deixando down.
Dizem que a genialidade é coisa
De quem não tem o que fazer,
Portanto não posso ser,
Apenas acho que estou transcrevendo
A falta de não-matéria.

Diego Marcell
15/07/2012

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