Não sei se o que há dentro de mim é mal ou virtude.
Será que não consigo me ser?
É tão pesado o sono da depressão.
É tão pesada a carga que escolhi carregar,
Sem data nem lugar para chegar.
Por que eles reclamam se eu me exponho quando eles
Lançam suas falhas sobre mim?
Por que ninguém sabe seu lugar?
Qual é a altura que eu posso ver-te?
Por que meu alívio é estar em ti mesmo sem te conhecer?
Por que eles me culpam e não me deixam sair?
Será que a culpa que deve me acompanhar são eles?
Por que querem ter-me sem conhecer-me?
São objetivos demais para o simples,
Eles não suportam minha reverencia
Ante a não-objetividade.
Por isso me cortam com raios virtuais
Que ferem minha alma
Que se manifesta em meu corpo.
A briga me é indiferente, transparente,
Não sinto e não choro.
Minha lagrima é cotidiana, só o detalhe me derruba,
O inédito, o profundo, o complexo que é simples,
Pra eles eu jogo a toalha, eu fujo
Me refugio no medo do escuro,
Porque não te conheço Senhor.
Diego Marcell
03-10-11
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